domingo, 19 de junho de 2011

Segunda-Feira

O nome dela era Gabriela, estava no 2º ano do colegial. Tinha muitos amigos, adorava festas. Era uma segunda-feira, 7 horas da manhã, estava ficando atrasada para a escola. Ainda estava na metade do caminho, e só lhe restava 10 minutos para estar na sala de aula. Mas o que mais lhe deixava irritada era que ela não tinha vontade de assistir a aula, afinal, era de matemática. Então, como faria sentido ela estar irritada por estar atrasada para algo que não gostaria de fazer? Bom, considerando o fato de que para ser alguém na vida ela precisaria fazer uma boa faculdade, e assim teria que passar em um vestibular e que para passar nessa prova teria que estudar em um colégio forte, aprendendo coisas que depois de três anos serão deletadas de sua mente, sim, faz sentido ela estar irritada.
Finalmente ela chegou no colégio, estava três minutos atrasada, mas ainda assim o professor a deixou entrar. “Que droga!” pensou ela. Sentou na última carteira já que todas as outras estavam ocupadas. Pegou seu caderno e seu estojo. O professor começou a explicar uma matéria nova, algo que se fosse a uns 5 anos atrás ela olharia e teria pesadelos. Hoje em dia ela não tem mais, afinal, matemática é naturalmente assustadora. Conforme a aula ia acabando a sua concentração ia chegando ao fim na mesma proporção. Quando já estava totalmente em outro mundo, viu seu professor colocar um papel branco em cima de sua mesa. Era a última prova. Sua nota foi 0,2. Mas uma coisa que é pior do que a nota é ela ter se conformado com isso.
Tocou o sinal e foram todos para o pátio. Lá, Gabriela conversou sobre seu fim-de-semana. Quando de repente um menino da sua sala se juntou e participou da conversa. Ele dizia o quão bom havia sido seu fim-de-semana, quantas coisas incríveis ele havia feito. O único problema era: Gabriela havia conversado com ele por MSN no domingo, e ele havia tido que passou os últimos dias em casa. Ela pensou em lembrá-lo do que ele havia falado, mas achou desnecessário. Afinal, ele sabe o que ele fez. Mas isso a deixou irritada, não entendia o porquê de ele mentir. Quantos fins-de-semana ela não passou em casa? Há algo de errado com isso?
O sinal tocou mais uma vez e foram todos para a sala. Era aula de biologia. Agora Gabi conseguia entender o que o professor falava, e tinha interesse naquilo.
A manhã passou. Uma segunda-feira normal. Ela foi para o refeitório do colégio almoçar, já que iria estudar a durante a tarde na escola. Estava acompanhada de suas amigas. Assim que sentaram com a comida, observaram a cena de uma mulher, que aparentemente era alguma espécie de “chefe”, gerente, ou algo do tipo, gritando com uma funcionária. Ela não entendeu muito bem o porquê da briga, mas achou ridícula a mulher que gritava humilhar a moça que estava no caixa na frente de todos. Por mais que ela estivesse cometendo um erro, poderia ser repreendida de uma maneira educada e sincera. Mas Gabi pensou “Não é isso que as pessoas querem? Atenção?” Assim que teve esse pensamento, voltou com o foco para o seu almoço. Olhou no prato de sua amiga e viu alguns grãos de arroz, umas 3 mini-cenouras e um nuggets. Gabi perguntou:
- Você só vai comer isso?
- Sim, eu tenho que emagrecer.
- Mas você já é magra. E se você comer desse jeito vai passar mal até o final do dia.
- Não sou magra o suficiente, tenho que estar 2 kg a menos do que estou agora para ter o corpo ideal. E não vou passar mal, meu corpo está se acostumando com isso.
Gabi, depois de escutar e ver tanta bobagem em um lugar só terminou de comer, pagou o almoço e voltou para a escola.
Passou a tarde na escola, fazendo exercícios. Quando viu 17 horas no relógio resolveu descansar. Estava exausta.
Uma hora depois, sua perua escolar passou em frente ao colégio, ela entrou na van e foi para casa. No caminho sentiu seu corpo pesado, cansado. Quando percebeu estava dormindo. Chegando na sua casa, seus olhos estavam semi-fechados. Sua mãe a recebeu com a pergunta:
- Por que você faltou na sua aula de inglês hoje?!
- Porque eu tinha que estudar, mãe.
- E por que não estudou em casa?!
- Simplesmente pelo fato de que eu não iria conseguir me concentrar e ainda teria que ficar com a pressão de que às 16 horas eu teria aula de inglês e teria que parar os estudos antes, para não chegar atrasada. Além do fato de que na escola eu tenho professores para me tirar dúvidas.
- Então é assim?! Você acha que vai encontrar um bom emprego sem saber falar inglês? Você tem que aprender a se organizar, muitas pessoas estudam em casa, fazem inglês e ainda fazem outro tipo de atividades. A sua amiga Mariana faz aula de dança, teatro, inglês e espanhol e sempre está com boas notas!
- Mãe, me desculpa, mas eu não sou a Mariana. Ela é quase uma máquina, eu não sou assim.
- Mas deveria pelo menos tentar ser assim. Você não quer fazer moda? Então, você precisa saber falar inglês fluentemente.
-Mãe eu faltei um dia no inglês! Pra quê toda essa briga? E eu não sei nem o que vou fazer daqui um mês como eu vou conseguir decidir em menos de dois anos o que eu quero fazer pra minha vida inteira?! Eu não sei se quero moda. Não sei se sou madura o suficiente pra escolher uma profissão. Eu realmente não sei de NADA!
Gabi, que já não estava em um dos seus melhores dias, ficou muito chateada com essa discussão. Ela sentia como se sua mãe não a entendesse, como se ela mesma não conseguisse entender a si própria. A maioria das suas amigas já havia decidido uma profissão, e ela nada.
Ela foi tomar um banho, um banho frio já que seu chuveiro estava quebrado.
Assim que terminou de colocar seu pijama, se jogou na cama e fechou os olhos. Só queria sonhar, pois esse era um dos dias em que a realidade a incomodava. 


por Larissa Afonso

domingo, 10 de abril de 2011

Clichê

Satisfaça seus desejos, sem dar explicações. Dê, e não espere nada de volta. Mude, e não se prenda ao passado. Sorria, mas saiba quando usar suas lágrimas. Chore, mas saiba a hora de parar. Brigue, quando for para conseguir o que quer. Avise, quando for necessário. Escute, quando for sábio. Ignore, quando for tolo. Grite, quando não te escutarem. Fique em silêncio, quando não valer a pena. Se divirta, sem se preocupar com o amanhã. Aprenda, mesmo que for da pior forma. Escreva um texto clichê, mas mostre o que sente. Viva, e não deixem viver por você.
por Larissa Afonso

segunda-feira, 28 de março de 2011

“Os melhores sonhos podem virar pesadelos pelo fato de não serem reais” 
por Larissa Afonso

sábado, 12 de março de 2011

Em uma fase tão cheia de conflitos, como que roupa usar, o que falar, o que fazer, o que comprar, a adolescência nos trás uma das maiores e piores dúvidas que alguém pode ter. Quem somos e quem queremos ser?
Pensamos, na maioria das vezes, que nossas atitudes agora não afetarão nosso futuro, mas será assim? Alguns nos dizem que não, outros afirmam que sim. E com isso ficamos naquela incerteza sobre realizar nossos desejos ou nos preservar para não termos consequências futuras.
Como já me disseram, estamos na pior fase, não somos nem crianças, nem adultos, e não conseguimos nos encaixar em nenhum dos lados, ficando no meio, perdidos, sem saber para onde ir.
Vontades que requerem maturidade, mas pouca vontade de amadurecer. Um conflito do nosso dia-a-dia.

por Larissa Afonso

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

B&S

Ontem, estava assistindo o 8º episodio da 4ª temporada de Gossip Girl, meu vicio. E duas pessoas que arrasaram, tanto na hora de se vestir, como na hora de acabar com a Julliet (assista e irá entender), foram Blair Waldorf e Serena Van Der Woodsen, interpretadas por, respectivamente, Leighton Meester e Blake Lively. Fiquei apaixonada pelo vestido das duas. Blair, como sempre, apostou em um look feminino, com estampa floral, classico, mas o sapato deixou tudo mais moderno. Serena, sempre com roupas da moda, apostou em uma das tendencias do momentos, a saia transparente.




As duas arrasaram como sempre.
Hope you like it,
xoxo.
L.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Diferente e Divertido

Vou contar uma coisa para vocês... A moda também pode ser divertida e bizarra. Resolvi separar para vocês fotos de sacolas, bolsas e sapatos muito diferentes do que estamos acostumados a encontrar. Vou confessar que não usaria todos e muito menos achei todos bonitos, mas não tem como olhar e não pensar “Nossa, que legal, muito diferente!”.


Sacolas:















Bolsas:
















Sapatos:









por Larissa Afonso

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Anos 20 - Chanel

As pessoas mudam, os costumes mudam, a moda muda. Cada época com uma marca, cada época com uma tendência. O ser humano sempre se vestiu, no começo era algo só para se proteger do frio, questões ambientais, depois, e agora, virou uma questão de status, uma questão de mostrar quem você é ou quem você quer ser através das roupas.

Depois dos apertados espartilhos do século XIX, no século XX, podemos ver, que as mulheres acabaram tendo mais liberdade, subindo o comprimento dos vestidos e expondo mais o colo durante os anos 20. Os vestidos eram leves, e normalmente de seda, para permitir os movimentos do Charleston, uma dança muito comum da época.




Eram usadas meias com tons da pele, e o chapéu era um item quase que obrigatório, tendo como modelo mais popular o cloche.

Cloches

A estilista da época era Gabrielle Coco Chanel, dona do clássico LBD (little Black dress), divulgado pela primeira vez em uma ilustração na revista Vogue em 1926 e usado até hoje.

Audrey Hepburn em "Bonequinha de Luxo" com o clássico vestido Chanel

Bolsa Chanel
Famosa, pelos cortes retos, roupas elegantes, bolsas com alças de correntes metalizadas e colares de perolas, Chanel representava a mulher do século 20, uma mulher independente. “Chanel libertou a mulher das faixas e cintas, dos corpetes apertados, das saias amplas de múltiplos babados e franzidos do fim do século 19 e começo do século 20.
Em 1916, ela introduziu na alta-costura o jérsei de malha, os trajes de tecidos xadrez e a moda escocesa, com blusas de malha fina, as calças boca-de-sino, as jaquetas curtas e os casacos cruzados na frente e acinturados em estilo militar.” (Especial Moda UOL – Chanel – Vida e Carreira)
Suas roupas se tornaram inspiração para outros estilistas e ainda se criou o estilo Chanel, termo usado até hoje.




"Eu criei um estilo para um mundo inteiro.
Vê-se em todas as lojas "estilo Chanel".
Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda." Coco Chanel

por Larissa Afonso